Enquanto já circulam na Internet emails a revelar que grande parte das SCUTs em Portugal encontram-se em Lisboa com o IC-19 à cabeça, mas as auto-estradas sem custos para o utilizador na região de Lisboa vão muito além do IC-19. Contudo os media nacionais, que como se vem notado cada vez mais que é pouco isenta e informativa, ignoram estes factos e inventam factos sobre a verdade das vias rápidas como a A28. Mentiras repetidas até à exaustão tornam-se verdade mesmo sem qualquer tipo de base lógica ou fundamentação, apenas vão se repetindo.
Até já se falam em descontos, como se o Estado fosse um supermercado e o problema fosse que andássemos todos aflitos por causa de pagarmos portagens... A questão central é económica e de circulação automóvel dentro das cidades, em especial a Póvoa e Vila do Conde que seriam seriamente atingidas por um tráfego infernal.
No entanto, o governo diz que quer investir em alternativas onde estas não existem nomeadamente na A28 para viabilizar a portagem, visto que a EN13 ao passar pela Póvoa e Vila do Conde, não tem qualquer utilidade como via de circulação.
Como sabemos a Câmara já começou a construir a Via B (Avenida 25 de Abril) para servir como alternativa à EN13 dentro da cidade. A Via já efectivamente ajudou bastante na circulação dentro da cidade. Se as portagens implicarem o investimento na Via B, a duplicação que está prevista e a expansão da via para Norte e para Sul e o atravessamento da Póvoa e Vila do Conde pela Via B, é algo que até pode trazer alguns proveitos à cidade, pois interessa à Póvoa desenvolver a Via B como avenida urbana, ampla e de serviços. Seriam necessários semáforos para tornar a via segura. A quantidade de carros e pessoas que atravessariam a avenida, aumentariam o potencial económico da Avenida e de desenvolvimento urbanístico para a Póvoa.
Esta expansão da Via B, com um serviço de metro mais eficiente, nomeadamente a ligação ao aeroporto e ao Porto, atenuariam muito os problemas. Mas até isto ser feito, não há condições para portagens, com ou sem descontos.
A atitude do PSD de Passos Coelho neste processo, em vez de ajudar a resolver, é exactamente o mesmo ou pior que o próprio governo, chutanto para debates de nulidades como o do chip, tipico debate de valor zero que este pais vem tendo desde sempre, falando da universalidade (falsa universalidade está claro) e querendo silenciar o assunto das SCUT. Note-se também que foi Passos Coelho quem sugeriu eliminar o TGV Lisboa-Porto, mas a continuar com o projecto Lisboa-Madrid que inclui uma nova mega-ponte para Lisboa, isto depois da ultima ter sido inaugurada com a Expo 1998. Nem nos EUA se faz disto...
Quinta-feira, Julho 15, 2010
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